Cruzaram-se . cruzaram-se no chão empedrado, por cima de pastilhas mastigadas de sabor a nada, ou talvez a morango. cruzaram-se de expressão carregada, de sobreolho levantado e tez inexpressiva. Cruzaram-se. Não foi marcado, foi (pré)destinado. Naquele dia solarengo havia chuva que não molhava, pois nem ela se atreveu a molhar aquelas duas almas imersas na sua própria tempestade de olhares; naquele dia solarengo a voz não saiu à rua para não gritar de dor.
Foi ali, naquele quadro borrato que a sombra da sorte se sobrepôs à sombra da solidão! E assim, num sopro de ingénuo riso este dia nunca mais quis ser lembrado...mas deixou rasto: nasceu a solidão que assola quem anda descalço na rua, e deixou também a sorte (mas essa foi doada a quem anda de maldade no bolso e chicote na mão).
Foi ali, naquele quadro borrato que a sombra da sorte se sobrepôs à sombra da solidão! E assim, num sopro de ingénuo riso este dia nunca mais quis ser lembrado...mas deixou rasto: nasceu a solidão que assola quem anda descalço na rua, e deixou também a sorte (mas essa foi doada a quem anda de maldade no bolso e chicote na mão).
1 comentário:
meu deus!! O.O
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