terça-feira, 31 de maio de 2011

- Muito bem, Mal, isso foi tudo quando tínhamos dezoito anos. Mas e desde então? Nunca me mostraste que sentias isso por mim, que me querias. Em, o quê? Dez, onze anos, nada. Nem um sinal de que estivesses interessado. Nunca sequer saíste com ninguém parecido comigo. Nem uma única vez. Eram todas mais magras ou mais fortes, mais baixas ou mais altas, mais bonitas ou menos atraentes, mas nenhuma era parecida comigo. Eu tinha de as aturar (e não esqueçamos que todas, sem excepção, me odiavam), embora me lembrassem porque não me amavas. Depois, casaste com uma pessoa que nem que tentasse podia ser mais diferente de mim. Somos pólos de tal modo opostos que parece que a escolheste a dedo para me irritar e provares que nunca suportarias estar com alguém como eu. Por isso, não reescrevas a história, pois os teus actos deixaram bem claro o que realmente sentias.


- A Maria tinha o teu sorriso, mas não os teus olhos. A Angeli tinha os teus olhos, mas não o teu nariz. A Julie tinha a tua maneira de falar, mas não a tua inteligência. A Claire tinha a tua ambição, mas não o teu encanto. A Alice tinha, de certa forma, o teu cheiro, mas não o teu riso. A Jane tinhas as tuas mãos, mas não os teus braços. Queres que continue? É que posso enumerar todas as mulheres com quem saí pelas suas semelhanças e diferenças em relação a ti. E sim, casei com a Steph porque não é nada parecida contigo. Foi o fim da minha tortura. Finalmente. Finalmente, tinha alguém que não me fazia lembrar de ti por todas as diferenças que tinha em relação a ti. Podia começar do zero com ela. Podia aprender o que era o amor sem que tudo remetesse para ti.

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