Ela é tudo o que tenho. Tranquiliza-me quando estou sozinha entre a multidão, ilumina-me diante as trevas das recordações, e sabem, aquele singular momento, quando temos algo a dizer e as palavras se alojam algures entre a garganta e debaixo da língua, pois, nesses momentos ela dá-me a mão e empurra-as uma por uma, e a minha cabeça fica limpa e leve. A minha consciência. Ela é tudo o que tenho. Não sei onde a conheci, mas foi como encontrar uma velha amiga. Por vezes sinto-a ausente, e faço tudo o que não quero, faço tudo errado, e quando ela chega...ai nem queiram saber! Ela tenta recompor tudo, sinto-a contar até 100 dentro de mim, suponho que me dá pontapés, já que sinto dores de cabeça de cada vez que algo está mal. A minha consciência maltrata-me. Há uns dias, descobri o seu ponto fraco, ela tem uma inimiga. A minha memória. Elas odeiam-se, e de cada vez que há uma rixa entre ambas, apetece-me pegar no grilo (a consciência) e esburacha-lo contra a parede, e a memória, essa malandra, que se ri de mim com desrespeito, não sei o que fazer com ela. Na verdade, não sei se ela será o ponto fraco da consciência, se o meu ponto fraco, e a consciência só está lá para me defender...

1 comentário:
está lindo lindo lindooo
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