sábado, 5 de maio de 2012


Sabes aquela altura da tua vida em que deves fechar um capítulo e passar ao próximo? Em que deves deixar para trás aquelas páginas mas que foram de tal forma marcantes que te custa virar para a próxima página e para as próximas histórias e deixar de lado aquilo que viveste, que te marcou, que te tornou diferente?
Acredito que tudo acontece por alguma razão. Mas também acredito que há apenas uma razão capaz de justificar tudo e fazer acontecer o inesperado. Cheguei a essa fase. Sim, aquela em que o livro já está gasto de ser lido. Que as páginas já foram rasgadas e coladas de novo. Que já foram arrancadas mas que foram voltando ao seu lugar. Apesar disso cheguei ao momento em que compreendo que o papel jamais volta a ser o mesmo após ser rasgado, amassado... tal como o coração. Sinto que estou a ser obrigada a mudar. Que estranha forma a que as pessoas dizem ser normal.  Quando dás tudo de ti a alguém estás automaticamente a tatuar a frase "estou presa a uma pessoa" em ti, e por vezes, no teu coração. E por incrível que parece isso não te sai da mente, nem por um segundo, nem por um instante.  Bem, isso é o primeiro sinal. E tudo o resto vem atrás. O formigueiro e as borboletas na barriga... E sei que isso é virar a página. Quando deixamos a vida de alguém prosseguir desejando-lhe o melhor do mundo mesmo que isso implique um afastamento entre dois corpos, estamos a mostrar o que é mudar um capítulo. Estamos a mostrar o que é amar. E acima de tudo estamos a provar que dois corpos apesar de separados estão sempre ligados. E isto sim, é inquebrável. Capitulo a capitulo vais percebendo que a vida é demasiado curta para "bad coffees".  

1 comentário:

Mariana disse...

sabes tantooo!