terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Gostava de deixar de escrever apenas quando sinto que alguma coisa me bloqueia, e apenas me liberto com palavras, mais ninguém ouve. Não sei desde quando esta mania começou, a de escrever sem saber por onde começar apenas tendo a regra de jamais apagar o que já foi escrito, não pensar demasiado e apenas pôr acentos e corrigir palavras no final. De facto, até eu sou assim, não penso muito e no final tendo corrigir o que por aí ando a fazer. Neste momento estou bloqueada, ainda não consegui percepcionar o que aconteceu, não me consigo libertar, ainda não tinha escrito, ainda não consegui dormir, nem sequer ir visitar-te. Não acredito muito no oculto das coisas, mas gostava que me tivesses deixado um bocadinho daquilo que ainda devias ter vivido, devias ter-me deixado..devias ter deixado a todas nós. Pensei que fosse doer mais, que me fosse abaixo totalmente, mas ao que parece sinto em doses afastadas. Lembrei-me agora, que de facto deixaste-me pouco mais que as saudades, e a falta de sono à noite, que era algo tão teu. Não se devia perder ninguém, não quando não se está preparado, não quando imaginávamos que ias estar sentada na primeira fila a ver-me entrar de branco, não sei...há pessoas com tetravós, pessoas que duram para sempre. Tenho realmente muitas saudades tuas, mas ainda estás tão presente em mim, que não me consigo convencer que foste para sempre, e isso está a deixar-me impaciente, quando é que me vou aperceber.

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