segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A semi opacidade do que não se conhece, sabes o que é? Deve ser conceito pouco explicado por aí, não se procura em dicionários, e se fores ao fundo da questão, parece somente pertencer aos materiais, acabo por não me acreditar, tudo tem um segundo sentido, pelo menos para mim... tudo tem um 26º sentido, na melhor das hipóteses. Vejo-o como sendo algo distorcido, que com um pouco de fé, julgas nem sequer existir, mas começas a embrenhar-te a duvidar de ti mesmo, e ás duas por três já reconheces sombras por detrás de corpos que de facto nunca existiram, nunca lá estiveram. Tenho que confessar, não porque o devo a alguém, mas porque tenho contas a ajustar comigo, sempre preferi não procurar, não desvendar a minha própria semi opacidade. Sem me querer tornar num mostruário, tudo o que tenho ofereço aos que por mim passam, sei que não irão perder tempo a estudar-me, a perceber ou ate mesmo esmiuçar o que não se vê para além de. A minha protecção. Escondo-me sabendo que não me procuram. Cada um ocupa-se das suas próprias feridas, não há o que temer. Em dias de sol, talvez tenhas que te resguardar mais, toda gente sai com um pouco de sol, toda a gente te sorri, o mundo ganha outras cores, e por instantes o sol incide mais forte, e tornas-te transparente demais, falso demais, frio demais, uma infinidade de coisas ruins ao quadrado demais. Para quem não se preocupa (de)mais.  

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